O que muda quando o CEO volta a ser aluno
Fiz o programa de liderança executiva em Oxford. O que mais marcou não foi o conteúdo — foi voltar a ser aluno.
Fiz o Oxford Executive Leadership Programme, na Saïd Business School, em 2023. A parte que mais me marcou não foi o conteúdo — boa parte eu já praticava no dia a dia. Foi a posição.
Quando você é Co-CEO, é raro estar numa sala onde não se espera que você tenha a resposta. No programa, eu era de novo aluno, ao lado de executivos de diferentes partes do mundo, cada um com um contexto completamente distinto do meu. Ninguém ali estava impressionado com o tamanho da minha operação. Isso obriga a defender as ideias pelo argumento, não pelo cargo — e expõe rápido as convicções que a gente nunca examinou de fato, só repetiu.
O ganho real de um programa desses, para quem já lidera há tempo, não é apenas aprender uma técnica nova. É o distanciamento: sair da operação por tempo suficiente para olhar o próprio estilo de liderança de fora e perguntar o que nele é eficaz e o que é só hábito que funcionou até agora.
O ambiente de troca entre o grupo, as provocações dos trabalhos de cada módulo são enriquecedoras, você tem que sair do seu ambiente, para poder reavaliar, confrontar idéias e isso é realmente gratificante.
Não saí de lá uma pessoa diferente. Saí com perguntas melhores sobre como lidero, e com uma rede de gente que enxerga os mesmos problemas a partir de lugares que eu nunca veria sozinho.

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