Por que escolhemos esses nomes
Escolher o nome de um filho é uma das poucas decisões que ele carrega a vida inteira. Por que Vithória, Olímphio e Máximo.
Escolher o nome de um filho é uma das primeiras decisões de verdade que tomamos por eles — e uma das poucas que carregam pela vida inteira.
A Vithória foi a mais antiga de todas. Eu já sabia, muito antes de ser pai, que se tivesse uma filha ela se chamaria assim. Cheguei a contar isso para a Shana no começo do namoro, quase como quem revela um plano secreto — e ela gostou na hora. Anos depois, virou nome de gente.
Não acho que o nome define a pessoa. Mas acredito que pesa: é a primeira palavra que o mundo associa a alguém, e a primeira que a própria pessoa aprende como sua. Por isso fizemos escolhas um pouco fora do comum para os nossos três — Vithória, Olímphio e Máximo. Não pela diferença em si, mas porque cada nome carregava um sentido que queríamos por perto: a ideia de vencer, a altura do Olimpo, a busca pelo máximo.
São votos, no fundo. Não garantem nada — quem vai escrever a história são eles. Mas gosto de pensar que, toda vez que ouvem o próprio nome, ouvem também um pouco do que sonhamos para eles no dia em que escolhemos.
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