Criar meninos é, antes de tudo, estar presente
Criar um menino é, em boa parte, um problema de presença. Sobre mentores, limites com afeto e ensinar pelo que se é.
Tenho dois filhos homens e uma filha. E, quanto mais eles crescem, mais me convenço de algo simples: criar um menino é, em boa parte, um problema de presença.
Comecei a trabalhar aos 14 anos. Olhando para trás, o que me formou não foram conselhos — foi ter, por perto, gente que me deixava tentar, errar e tentar de novo. Meu pai me empurrou cedo para fora da zona de conforto; outras pessoas, ao longo do caminho, me emprestaram um pouco da experiência delas num momento em que eu ainda não tinha a minha. Foram mentores, mesmo sem esse nome.
É isso que tento oferecer aos meus filhos, e o que acho que todo menino precisa em alguma fase: alguém mais velho, além dos pais, que ele admire e que o leve a sério. Sem isso, ele constrói a ideia do que é ser homem a partir de quem estiver por perto — muitas vezes outros meninos tão perdidos quanto ele, ou o que a internet resolver mostrar.
Presença, para mim, não é vigilância. É estar perto o bastante para ser procurado, e firme o bastante para dar limite com afeto. [COMPLETAR antes de publicar: um exemplo concreto seu — uma rotina com eles, uma conversa que se repete, algo que você faz de propósito.]
Não tenho manual. Tenho a convicção de que, com meninos, a gente ensina muito menos pelo que diz e muito mais pelo que é, todo dia, na frente deles.
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